Autoestima e perfeccionismo

O perfeccionismo consiste em ter um padrão de exigência consigo mesmo (e as vezes com os outros também), seja no trabalho, relacionamento e outros aspectos da vida, demasiadamente alto, difícil de satisfazer e manter. Isso pode provoca várias conseqüências negativas: ansiedade, insegurança, medo de nunca ficar bom o suficiente, medo de cair o padrão, problemas de relacionamento com amigos, funcionário e colegas de trabalho, raiva de si mesmo e frustração por não conseguir fazer tão bem feito quanto desejaria...

 

               É muito comum o perfeccionista deixar de realizar muitas coisas por ter o sentimento que não vai fazer bem feito o suficiente. Quer fazer tão perfeito que acabada adiando para uma oportunidade melhor e termina não realizando. Só de pensar, acha que vai dar tanto trabalho que já desiste antes de começar.

 

               É uma questão que está ligada também a insegurança e autoestima. Digo isso por experiência própria. Ha uns anos atrás quando entrei no Orkut, eu participava de algumas comunidades e tinha vontade de fazer perguntas e dar minha opinião em vários temas. Queria escrever com tanta perfeição que terminava não escrevendo nada. Escrevia, reescrevia, e escrevia novamente. Procurava não deixar nenhuma brecha, nenhum erro... Era totalmente desgastante e na maioria das vezes me fazia desistir. Ainda assim, quando conseguia escrever, ficava super preocupado se tinha passado bem a idéia, se ia ser criticado, se havia  passado algum erro que eu não tivesse percebido.

 

               Fui me curando aos poucos... Hoje eu sei que muitas vezes tem erros de ortografia e gramática nos meus artigos. Tenho também consciência que um tema pode não ter ficado tão bem explicado quanto eu gostaria. Mas isso hoje não me impede mais de escrever. Quando vou reler artigos, as vezes vejo erros que considero muito primários... mesmo assim, escrevo meus textos e envio com tranqüilidade.  

 

               Olhando para trás eu percebo que deixei de fazer inúmeras coisas, por conta de um perfeccionismo exagerado.

 

               O perfeccionista vai também tender a ter problemas de relacionamento. Em casa, nunca ninguém faz nada conforme seus padrões. No trabalho também. Critica as pessoas em casa e no trabalho e raramente ou nunca elogia. Fica estressado quando acha defeitos mas não fica feliz e não dá atenção nem importância ao que ficou bem feito. Todo mundo é incompetente, as pessoas não tem tanta capacidade quanto ele. Muitas vezes termina assumindo mais tarefas pra que saia tudo do seu jeito. Com isso se torna uma pessoa sobrecarregada, com uma vida pouco confortável, chata, difícil de lidar, e as pessoas sentem desprazer em prestar-lhe algum favor ou serviço. As vezes ele tem o comportamento do sabe-tudo ou do mandão. Briga ou fica insatisfeito com as pessoas que contrata para prestar-lhe serviços (pedreiro, marceneiro, encanador, diarista, etc...).

 

               É interessante. A pessoa chega no consultório se queixando que anda sempre cheia de coisas pra fazer, que trabalha demais, que tudo recai nas suas costas. Quando vamos investigar... é o próprio perfeccionista. As coisas não caem no seu colo, ele mesmo busca sarna pra se coçar.

 

               Afirmam que nada funciona sem eles, que precisam assumir muitas coisas se não... Ai eu pergunto: Se não o que? A firma fecha? A empresa vai a falência? As pessoas não sobrevivem? Nada funciona? Ai, a pessoa morre ou sai da empresa e advinha o que acontece? Tudo continua funcionando, a empresa continua aberta e todos continuam vivos.  Agir dessa maneira é subestimar demais as pessoas e a capacidade delas de superar, da forma delas, os problemas do dia a dia.

              

                              É importante também dizer que outras vezes a sobrecarga vem de uma dificuldade em dizer não, que está ligado a medo de rejeição, agradar os outros, tudo relacionado a autoestima. Mas isso é tema para outro texto. Esse aqui tem que ficar perfeito e não pode sair da proposta inicial.

 

               O perfeccionista muitas vezes vai dar a desculpa de que na verdade gosta apenas de fazer as coisas bem feitas, que é uma pessoa exigente. Fazer as coisas com dedicação, da melhor maneira possível e ser exigente é saudável. Mas qual o limite entre o saudável e o perfeccionista doente? Tem vários sinais que podemos identificar, alguns deles já citei anteriormente: Nunca ficar satisfeito com o que realizou, demorar demasiadamente para executar algo ou adiar e não fazer nunca, estar sempre insatisfeito e frustrado com as tarefas realizadas por outros, começar a achar todo mundo incompetente (gerando atritos constantes), nunca confiar em ninguém, reclamar demais, nunca elogiar, adiar eternamente planos e projetos. 

 

               Conforme mencionei anteriormente, esse nível de exigência demasiada é normalmente conseqüência de sentimentos de insegurança. Investigando a vida do perfeccionista, é comum encontrar um pai ou mãe perfeccionistas. Nunca se sentiu atingindo as expectativas dos pais, pois estes sempre exigiram mais e nunca demonstraram estar satisfeitos. Fica um vazio que vem lá da infância, falta de reconhecimento. Sendo assim, repete-se esse padrão de comportamento, passa-se para os filhos, que repassam para seus filhos, até que alguém toma consciência e muda o padrão. 

 

               Tratando as inseguranças, é possível modificar o comportamento e tornar-se uma pessoa mais flexível, menos exigente consigo mesmo e com os outros, que consegue delegar e se relacionar bem, menos suscetível ao julgamento de terceiros.

 

               Mexer nos sentimentos guardados do passado muitas vezes é fundamental para ter um resultado mais rápido. No meu trabalho, uso a EFT para tratar essas questões do passado e presente.

 

André Lima

Iniciante baixa o manual gratuito, e ajuda manicure a se livrar de dor intensa nas costas

gostaria de partilhar um caso que também comprova que a EFT é eficaz mesmo para quem nunca ouviu falar e/ou não acredita.
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Nota importante: Mesmo produzindo resultados clínicos impressionantes, a EFT ainda deve ser considerada como uma técnica em estágio experimental. Portanto, os praticantes e o público devem assumir total responsabilidade pelo seu uso.